As tendências do marketing de influência em 2026 não estão “matando” o canal. Estão mudando o jeito que a verba é aprovada. A marca continua investindo, só que com menos paciência para campanha que não deixa rastro, não vira ativo e não aguenta uma reunião de resultado.
O que cresce é o investimento em operação: criativos reaproveitáveis, direitos de uso amarrados, rastreio consistente e um mínimo de governança para não virar crise (principalmente em ano com Copa e eleição). O que cai é o post isolado que depende de sorte e empolgação.
Aqui vão 7 movimentos bem concretos que estão puxando orçamento no Brasil, com o “por quê” e o “como” por trás. Não é previsão de futurologia. É o padrão que aparece quando o marketing precisa justificar verba com clareza.

Tendências do marketing de influência: o budget ficou mais exigente
Antes, dava para “comprar alcance” e chamar de branding. Em 2026, a cobrança típica vira: “qual hipótese testamos, qual criativo venceu e o que dá para repetir?”. Isso muda o tipo de creator escolhido, o tipo de entregável e até o jeito de aprovar conteúdo.
O investimento vai para o que tem cara de sistema: campanhas em ondas (piloto → sprint → escala), entregáveis com variações e um pós-campanha que vira playbook interno. Quando isso existe, a marca não recomeça do zero todo mês.
É aqui que muita verba “sai do cachê” e vai para o pacote completo: direitos de uso, variações de vídeo, cortes, métricas e evidências. Quem entra nessa lógica costuma ganhar recorrência. Quem insiste em “um post único” costuma sentir o budget apertar.
Tendências do marketing de influência: UGC virou biblioteca de criativos
UGC em 2026 não é “conteúdo bonitinho”. É matéria-prima de performance e de testes. Marcas estão investindo em volume controlado (pacotes) para montar uma biblioteca de criativos por objetivo: topo, remarketing, recuperação, prova social e objeções.
O motivo é simples: UGC permite variar gancho e prova sem depender do humor do algoritmo. Um vídeo campeão vira 5 variações, e isso vira aprendizado acumulado. Esse tipo de estrutura dá previsibilidade, principalmente quando o time é pequeno e precisa de cadência.
Se você quiser o contexto completo desse movimento (e por que UGC virou “ativo” para mídia), dá para apoiar aqui: o que é UGC e como ele está mudando o marketing.
Whitelisting e direitos de uso viraram o “custo de escala”
Uma das mudanças mais práticas: quando um criativo funciona, a marca quer escala. E escala, hoje, costuma vir de whitelisting/boosting ou de uso do criativo em ads. Isso explica por que direitos de uso estão cada vez mais no centro do orçamento.
O problema é que muita marca ainda tenta “decidir depois”. Aí descobre que precisa impulsionar, recortar, reutilizar por meses e publicar em canais próprios, mas não combinou prazo, território, limites de edição e regras de retirada. Resultado: renegociação no meio da campanha, desgaste e atraso.
Marcas que estão ganhando consistência fazem o básico bem feito: tratam direitos como parte do escopo, não como extra. Se você quiser amarrar esse assunto com uma visão mais ampla de processo, este pilar ajuda a organizar a cabeça do time: marketing de influência.
Tendências do marketing de influência: mensuração sem paranoia
Outra tendência clara: menos “print de likes” e mais rastreio mínimo e constante. A marca quer pelo menos um trilho confiável de sinal: UTM por creator, link rastreável, cupom quando faz sentido e uma landing minimamente coerente com a promessa do conteúdo.
O ponto aqui não é transformar tudo em ROAS de 48h. É conseguir comparar campanhas sem depender de opinião. Se a empresa mede pouco, vira briga de narrativa. Se mede demais, trava. O que cresce é uma camada enxuta e repetível.
Uma regra prática que está ganhando espaço: 1 métrica-mãe + 3 métricas de suporte. Exemplo em performance: CPA como métrica-mãe, com CTR, taxa de conversão e ticket como suporte. Em topo: alcance qualificado como métrica-mãe, com VTR, salvamentos e visitas qualificadas como suporte.
Tendências do marketing de influência: brand safety em Copa e eleição
Em ano com Copa (junho-julho) e eleição (outubro), o risco reputacional fica mais caro. Não porque “ninguém pode falar nada”, mas porque a chance de ruído aumenta e a marca não quer ser surpreendida por um recorte fora de contexto.
O investimento, aqui, vai para três coisas: (1) creators com histórico e linguagem consistentes, (2) acordos claros de conduta e de correção, (3) processo de aprovação que compra velocidade sem comprar crise. É menos sobre censura e mais sobre previsibilidade.
Se você quer aprofundar o lado de governança e risco especificamente para 2026, este conteúdo âncora conecta bem com o tema: o que mudou em 2026 e como reduzir risco.
Tendências do marketing de influência: social commerce e afiliados (sem virar “cupom humano”)
Social commerce e afiliados continuam crescendo, mas o investimento está ficando mais maduro. A marca não quer 200 creators espalhando cupom. Quer uma estrutura de oferta que fecha conta: comissão coerente, prazos, tracking e narrativa que não pareça liquidação permanente.
Isso puxa verba para modelos híbridos: fee menor + comissão maior (quando o produto permite), bônus por meta, e pacotes que combinam creator (alcance) com UGC (criativo para ads). O que morre é a parceria “só por permuta” fingindo ser estratégia.
Se você trabalha com performance, a leitura mais realista é: afiliado bom é o que consegue vender sem matar a marca. Para isso, o roteiro e a prova importam mais do que o número de creators.
O que está morrendo em 2026: 3 apostas que cortam budget
Nem toda “tendência” é crescimento. Tem coisas que estão ficando caras e frágeis, e por isso recebem menos investimento, mesmo que ainda apareçam no discurso de mercado.
1) Post único sem replay: “um Reels e pronto” com zero plano de variação, zero rastreio e zero reaproveitamento. Se funciona, você não sabe por quê. Se falha, você também não sabe por quê.
2) Vaidade como KPI principal: likes e comentários sem contexto não sustentam reunião de orçamento. O que salva é evidência: clique qualificado, visita, lead, uso em ads, prova social capturada de forma organizada.
3) Mega-influencer como atalho universal: funciona em alguns cenários, mas não é “solução padrão”. Em 2026, muitas marcas preferem mix micro/médio + UGC para performance porque dá mais controle e mais aprendizado por real investido.

Como as marcas estão distribuindo verba: 3 playbooks práticos
Quando você olha para onde o investimento está indo, aparecem três playbooks bem claros. Não é sobre “quanto gastar”, é sobre como compor para não virar campanha Frankenstein.
Use esta tabela como régua de decisão. As faixas são referência de composição, não regra fixa. Nicho, oferta, direitos e exigência criativa mudam o número final.
| Playbook | Quando usar | Composição que costuma funcionar | Erro típico |
|---|---|---|---|
| Piloto (aprendizado) | Primeira vez no canal/nicho | 2–5 creators + 6–12 peças UGC + tracking básico | Gastar tudo em “nome” e sobrar zero para testar variações |
| Sprint (otimização) | Oferta clara, precisa de volume | mix micro/médio + UGC por ângulos + rights definidos + relatório simples | Rodar sem direitos e travar na hora de escalar |
| Always-on (biblioteca) | Produto recorrente / Q4 / calendário | UGC contínuo + creators por objetivo + governança + reaproveitamento | Virar fábrica de retrabalho por falta de processo de aprovação |
O denominador comum dos três: evidência e reaproveitamento. É isso que transforma campanha em sistema, e sistema em verba recorrente.
Conclusão: Tendências do marketing de influência
As tendências do marketing de influência em 2026 estão puxando investimento para quem entrega previsibilidade: UGC como biblioteca de criativos, direitos de uso bem definidos, mensuração simples e constante, e brand safety que não trava a operação.
Se você quiser agir sem reinventar tudo, comece pelo básico: escolha uma métrica-mãe, rode um piloto com variações e trate direitos de uso como parte do escopo. A partir daí, você aprende mais rápido e escala com menos ruído.
O “novo 2026” não é sobre fazer mais barulho. É sobre construir um motor que aguenta cobrança, reaproveita o que funciona e protege a marca quando o contexto do ano fica mais sensível.
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